Curso de estatística experimental

Influência das personalidades mais representativas e suas ideias sobre o desenvolvimento dos métodos e técnicas relevantes para a estatística.

Levando em consideração que a estatística é uma ciência, pode-se inferir que personagens ilustres de várias áreas contribuíram para seu desenvolvimento. Eles foram responsáveis pela padronização de pesquisas, o que nos possibilita hoje a obtenção de resultados sólidos e concretos independente do objeto de estudo.

Embora não se saiba ao certo qual foi o momento em que a estatística teve início, é fato que experimentos e pesquisas vêm sendo conduzidas há muitos séculos, contribuindo significativamente para o desenvolvimento de tecnologias, seja na área da saúde humana, área vegetal, animal, entre outras. Porém, tais estudos não eram fundamentados e estavam sujeitos a muitas variações que influenciavam diretamente nos resultados finais.

Analisando então a história da estatística, pode-se destacar alguns nomes que foram de suma importância para que essa ciência evoluísse ao que é hoje. Francis Galton, por exemplo, foi um dos primeiros cientistas a utilizar a modelagem matemática na análise de dados para a obtenção de resultados. Ele elaborou conceitos de regressão e arquitetou questionários e métodos de pesquisa para coleta de dados.

Um dos orientados de Francis Galton, o matemático Karl Pearson, posteriormente, aprimorou os trabalhos de seu orientador e desenvolveu ainda mais a área da estatística. Ele fundou o primeiro departamento universitário dedicado á essa ciência, idealizou o teste qui-quadrado de Pearson e o coeficiente de correlação. Pearson é considerado o pai da bioestatística, que amplia a estatística matemática a outras áreas como medicina, biologia, agronomia, entre outras.

Galton, Pearson e outro cientista chamado Walter Frank, fundaram uma revista, denominada Biometrika, cuja finalidade era reunir e estudar a teoria estatística e discutir sua aplicação ao estudo de fenômenos biológicos. Destaca-se até os dias atuais como fonte de trabalhos e artigos sólidos e originais. Nesse contexto, o trabalho de Ronald Fisher assume grande relevância, mesmo com sua dificuldade em publicar seus artigos na revista Biometrika, devido à conflito de ideias entre ele e Pearson.

Fisher é considerado um dos pais da estatística experimental. Em 1920, foi contratado por uma estação experimental agrícola com o objetivo de avaliar e trabalhar uma grande quantidade de dados que a empresa havia gerado, por meio de experimentos com fertilizantes artificiais, por cerca de 90 anos. Ao analisar os dados, Fisher avaliou que a falta de padronização e fundamentação havia tornado tantos anos de experimentos inúteis, e a partir desta observação, começou a estabelecer princípios básicos para experimentação. Assim, isolava-se as interferências externas e com uma metodologia padrão tornava mais eficiente os processos e resultados das pesquisas.

A partir dessas e tantas outras contribuições, hoje existe essa ciência que possibilita o desenvolvimento de diversos trabalhos e experimentos nas diversas áreas. A fundamentação desenvolvida por tantos estudiosos permite, hoje, aos pesquisadores uma grande capacitação no que diz respeito ao planejamento, instalação, condução de experimentos, coleta de dados, análise estatística, interpretação de resultados e todas as etapas possíveis que envolvam a experimentação, tornando-a eficaz e sólida.

Equipe de autores: Alcinei Mistico Azevedo;

Kaike Rocha;

Karla Sabrina Magalhães Andrade Padilha;

Rafaela Pereira de Lima;

Sabrina Maihave Barbosa Ramos